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Passeio Radical reúne pilotos destemidos

23/06/2018

“Não tem lama que nos impeça de chegar até aqui”. Em cima de um jipe, a voz ainda era firme no microfone, sob um sol forte que acabara de nascer. Beto Rezini, um dos fundadores da Festa Nacional do Jeep (Fenajeep) não escondia a emoção ao saudar os pilotos mais destemidos do Brasil, na manhã deste sábado, 23 de junho. Mas bastou anunciar o início do Passeio Radical para o som alto dos motores roncarem no Pavilhão da Fenarreco.
“O sucesso da Fenajeep é a parceria de tantos pilotos. A presença de vocês é o que nos incentiva a fazer esta festa, cada vez melhor e mais bonita. Posso adiantar que a nossa trilha é radical porque tem muitos morros. Mas, é pé no acelerador e fé em Deus”, afirmou Rezini.
O diretor do Passeio Radical, Rodrigo Dalago, explica que desde fevereiro uma equipe formada por oito pessoas trabalhou duro para encontrar o lugar perfeito para a trilha. Na tarde de ontem foram feitos os últimos detalhes para garantir a emoção com segurança no passeio de hoje.
“O percurso é de 20 quilômetros e começa pelo bairro São Pedro, em Guabiruba. Procuramos inovar e a proposta de 2018 é diferente. A trilha escolhida, por exemplo, fazia 20 anos que não passava ninguém. Precisamos abrir todo o trajeto com roçadeira. Foi difícil, mas valeu a pena”, destaca Rodrigo.
Pelo caminho, muitas subidas, descidas, pedras, buracos e, claro, a lama! A maioria dos jipes inscritos já está equipado com guincho e outros acessórios indispensáveis para esta aventura. Ainda assim, o espírito de amizade prevalece entre o grupo e todos sabem que o sucesso da trilha depende da colaboração de uns com os outros.


Aventureiros

O menino Felipe Pacla, de 12 anos, parecia ansioso com o início do passeio. É a segunda vez que ele encara aventura ao lado do pai, Zé Pacla, que se define como um “guri de 69 anos”. Felipe já esta pronto para narrar mais essa super aventura quando chegar à escola, na segunda-feira. Afinal, não é todo garoto que tem a oportunidade de vivenciar uma experiência off-road tão intensa. “O Felipe não tem medo. Ele confia no braço do pai”, diz Zé, todo orgulhoso por proporcionar esta memória incrível para o menino.
Alexandre Daniel Neivert, de Imbituva (PR), acelerou forte sua F75, fazendo ecoar pelo Pavilhão da Fenarreco o ronco do motor. Na carona estava o amigo Ítalo Carneiro, também ansioso pela aventura. “Espero por muito barro e buraco. Estamos preparados para um trajeto difícil, onde o perigo é constante”, avalia.